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Ministro debate medidas para diminuir preconceito contra portadores de microcefalia

publicado: 20/05/2019 00h00, última modificação: 05/11/2019 11h02
Evento na Câmara dos Deputados reuniu autoridades, mães e crianças com a deficiência

Brasília - O Ministro da Cidadania, Osmar Terra, participou, na manhã desta segunda-feira (20), da mesa de abertura do seminário Mães de Crianças com Microcefalia: Entendendo os Desafios e Vencendo o Preconceito, na Câmara dos Deputados. O evento debateu a garantia de direitos e o combate ao preconceito contra portadores da doença causada pelo Zika vírus. O seminário contou com a presença da primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, da Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, e de senadores e deputados federais.

Terra destacou a necessidade de discutir temas como a microcefalia em colaboração com a sociedade. Segundo ele, a participação da população e dos parlamentares é fundamental para a criação de medidas que garantam melhores condições de vida aos que sofrem com a doença e suas famílias. “É um debate muito importante que precisa ser feito em conjunto com a Câmara dos Deputados. Muitos parlamentares estão envolvidos com essa questão e sabem que é essencial construirmos propostas que tenham impacto positivo na vida de todos os envolvidos”, afirmou.

Daguia Santos, de 45 anos, é mãe adotiva da Ana Vitória, 4, portadora de microcefalia. Ela defende iniciativas que tratem de ações voltadas para a pessoa com deficiência. “Às vezes, parece que essas crianças são invisíveis, mas eventos como esse nos dão esperança de uma vida melhor, de garantirmos os benefícios e direitos para as nossas crianças”, desabafou.

O evento foi realizado por meio de uma parceria entre as comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, da Seguridade Social e Família e de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.

Saiba Mais
Para priorizar o atendimento às crianças com microcefalia e dar suporte às suas famílias, o governo federal construiu um Centro-Dia no município de Campina Grande (PR), principal região atingida pela epidemia de Zika vírus, além de São Luís (MA), Teresina (PI), Arapiraca (AL), Salvador (BA), Cuiabá (MT) e Campo Grande (MS). As unidades oferecem às mães apoio psicológico e social e tem como objetivo garantir cidadania plena aos atendidos por meio da integração entre educação, saúde e assistência social.

As instituições prestam cuidados de proteção social ao facilitar o acesso dos usuários a serviços como educação nas creches, escolas, saúde, reabilitação, transporte, habitação, emprego e renda. Para a implantação das unidades no país, o Ministério da Cidadania aportou R$ 240 mil. Atualmente, são repassados R$ 40 mil, por mês, para a manutenção de cada das sete unidades do Centro-Dia em funcionamento no Brasil.

*Por Henrique Jasper

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