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Criança Feliz também atende crianças com deficiência que recebem o BPC

publicado: 24/07/2019 00h00, última modificação: 06/11/2019 15h31
Em Santa Catarina, o acompanhamento de uma família significa esperança por melhora na qualidade de vida do filho autista

Porto Belo (SC) - Quando a visitadora do Criança Feliz Luci Morais chega até a casa de Régis e Gislaine dos Santos, na pequena cidade de Porto Belo , ela fica na sala esperando o filho do casal, Kaleb, de cinco anos, aparecer. De repente, de dentro do quarto, o olhar tímido e desconfiado do menino espia para ver quem está na casa. Ao reconhecer a visitadora Luci, Kaleb corre para recebê-la aos beijos e abraços. A situação parece simples e corriqueira, mas esconde uma história de muita dedicação, paciência, persistência e respeito ao tempo da criança.

Kaleb foi diagnosticado com autismo e recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Ele possui um déficit considerado grave nas habilidades de comunicação e apresenta dificuldade nas interações sociais. Por isso, o começo não foi fácil. “Eu vinha e não encontrava ele. Nas atividades a gente sempre chega com uma proposta, mas é preciso esperar o momento da criança, o limite dela. Então eu vinha e não encontrava com ele”, conta a visitadora.

Com paciência e persistência, Luci acabou ganhando a confiança tanto dos pais, quanto do menino. “Ela veio por várias semanas sem o Kaleb aparecer. Ele ficava escondido no quarto e ela vinha, conversava conosco, sugeria algumas atividades, mas ele não aparecia. Quando percebemos que mesmo sem a presença dele ela continuava vindo até a nossa casa, nos demos conta de que havia uma grande e séria dedicação ali”, diz a mãe, Gislaine. Até que certa vez Kaleb decidiu interagir.

A história da família é marcada pela luta por um futuro melhor para o filho. “Quando ele nasceu, não estávamos preparados. Ninguém nunca está preparado para esse diagnóstico. Mas sempre fomos atrás de tudo o que fosse possível para melhorar a condição dele”, conta a mãe.

Os avanços vistos pelos pais na socialização do filho depois do início das visitas são considerados positivos pelos dois. As orientações da visitadora dão esperança para o tão sonhado futuro melhor de Kaleb, com mais qualidade de vida e independência. “Nós não estaremos aqui com ele para sempre. Mas temos esperança de que ele vai melhorar e o programa é mais uma coisa que vem para ajudar”.

Janela de oportunidade
O Criança Feliz acompanha e estimula o desenvolvimento dos filhos de famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal, desde a gestação até os 3 anos de vida. Mas para crianças com deficiência que recebem o BPC, o atendimento é feito até os 6 anos. período de zero a 3 anos é uma janela de oportunidade para o desenvolvimento, segundo a secretária nacional de Promoção do Desenvolvimento Humano do Ministério da Cidadania, Ely Harasawa. “Os primeiros anos são fundamentais porque muitas coisas podem ser identificadas e até evitadas nessa fase. Então é um momento que pode fazer muita diferença para a qualidade de vida e o futuro de crianças que nascem ou adquirem deficiência”, explicou.

O programa foi desenvolvido com base em técnicas rigorosas e segue metodologia defendida pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). A ciência mostra que crianças bem estimuladas desde cedo desenvolvem melhor a inteligência e a capacidade de aprendizado, se tornam menos violentas e tem melhores chances de vencer a pobreza.

Saiba mais
Coordenado pelo Ministério da Cidadania, o Criança Feliz atua para estimular o desenvolvimento no período da primeira infância com foco em temas como saúde, educação, cultura e a garantia de direitos. Semanalmente, visitadores capacitados realizam acompanhamento de crianças e gestantes. Até o momento, o programa está presente em 2.624 municípios brasileiros e já atendeu mais de 703 mil pessoas.

*Por Diego Queijo

Informações sobre os programas do Ministério da Cidadania:
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