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Conselho discute racismo no Sistema Único de Assistência Social

publicado: 04/12/2019 17h00, última modificação: 13/12/2019 17h44
Dados do Ministério da Cidadania apontam que mais de 75% dos usuários da rede são negros
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- Foto: Rafael Zart/Ministério da Cidadania

Criar estratégias para reforçar o combate ao racismo institucional no Sistema Único de Assistência Social (Suas). Essa foi uma das principais pautas da 282ª Reunião do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), realizada nesta quarta-feira (04), em Brasília. Dados do Ministério da Cidadania apontam que mais de 75% dos usuários da política de assistência social são negros. Segundo a secretária Nacional de Assistência Social, Mariana Neris, a discussão se faz necessária para que os serviços sejam aprimorados e os usuários tenham seus direitos garantidos. “Precisamos ter uma postura diferenciada dos trabalhadores da Assistência Social, dos gestores, para que a gente evite violações de direitos. Trazemos esse assunto para discutir da perspectiva do controle social para um acompanhamento, um aprimoramento das relações de trabalho e que a gente possa tratar com dignidade as pessoas”, afirmou.

O termo racismo institucional é definido como uma falha de uma organização – pública ou privada – em oferecer um serviço por causa da cor, cultura ou origem étnica de alguém. Tal atitude também coloca as pessoas ou grupos raciais em situação de desvantagem no acesso a benefícios e a políticas públicas. Para a presidente do CNAS, Aldenora Gonzales, combater o racismo no Sistema Único de Assistência Social é uma medida urgente, a fim de criar uma identidade e autonomia dos beneficiários da rede. “Precisamos desmitificar, deixar de dizer que não existe o racismo. Ele existe sim, seja ele institucional, ou por dentro das redes, dos serviços. Além de ter um preconceito contra a pessoa pobre, hoje o preconceito maior é contra a pessoa negra”, avaliou.

A representante do Conselho Federal de Psicologia, Célia Zenaide da Silva, palestrou sobre o tema. De acordo com ela, o debate tem de ser permanente. “O racismo passa por todas as esferas de proteções. A população negra acessa todos esses espaços e, por isso, deve ser uma temática sempre pautada e retomada. Inclusive, uma das abordagens que deve ser bastante enfatizada na educação permanente”, sugeriu.

Por André Luiz Gomes

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cidadania

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